CRISE DE ÉTICA - O que estamos vivenciando é, antes de mais nada, falta de ética. Ou seja, total desprezo e desleixo, sem falar da endêmica corrupção quanto às reais necessidades dos cidadãos nos campos da educação --- por onde tudo começa ---, saúde, saneamento básico, infraestrutura, segurança, para ficais nos mais básicos serviços. Tudo é na base da improvisação, "empurra-empurra com a barriga", "deixa como está para ver como é que fica", "ok, posso até fazer, mas quanto levo nisso"? E pagamos duas vezes por esses serviços (escola privada, planos de saúde, segurança em condomínios e quarteirões, fossas sépticas, e por aí vai). Segundo Capistrano de Abreu, a constituição brasileira não precisaria mais do que dois artigos: Art. 1º - Todo brasileiro é obrigado a ter vergonha na cara. Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário. Se o processo do "mensalão" e da "lava a jato" são exemplos de que pelo menos temos uma Polícia Federa, um Ministério Público da União e uma Magistratura Federal vigilantes, acho que há uma tênue esperança de mudanças.
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
quarta-feira, 8 de julho de 2015
MENORIDADE PENAL
MENORIDADE PENAL - Quando fui Promotor de Justiça de Menores em S. Caetano do Sul, S.P. (1977-78), o juiz desde logo me disse que não acreditava nas tratativas judiciárias para a delinquência juvenil. Diz que o problema era o efeito de causas gravíssimas consistentes, dentre outras, em: desintegração familiar, abandono material e intelectual das crianças, desse cedo, habitação precária, acesso, se existente, a escolas públicas de péssimo nível com grande percentual de desistência, atendimento igualmente falho de saúde, falta de oportunidade de lazer etc. E, portanto, nem ele nem eu, nem a polícia, conseguiríamos resolver esse sem dúvida grave problema. Evidentemente que, entretanto, tomávamos as providências cabíveis, desde uma simples advertência ou imposição de multas aos pais ou responsáveis, ou o encaminhamento a escolas profissionalizantes, o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas e, somente em casos mais graves, é que determinávamos a internação na FEBEM (hoje Fundação CASA). Só que nesse caso, tudo ficava na dependência da boa gestão dos administradoras, provendo educação e correição ou atitude "reformadora" dos "menores infratores". Interessante dizer que nos EUA, os estabelecimentos que recebem esses menores, acusados de delitos graves ou não, são diferentes das penitenciárias ("Reformatories"). Ora, isto quer dizer que, antes de se falar em redução da maioridade penal, seria mais razoável que se pensasse no aumento do período de internação, ou seja, maior do que os três anos máximos, sempre a critério do juiz das execuções da infância e juventude, ouvido sempre o Ministério Público e o Conselho Tutelar. O que foi votado na Câmara dos Deputados é um absurdo. Ou seja: ao invés de se decidir que os menores a partir de 16 anos são imputáveis para qualquer delito, decidiu-se que não, que isso só se aplicará a delitos graves. Ora, ou alguém é ou não é imputável e, pois, responsável, por qualquer delito. A natureza do delito é que vai determinar que tipo de sanção será a mais adequada. E de nada adiantará --- muito pelo contrário ---, trancafiar os menores com maiores, o que só contribuirá para uma "pós-graduação" em crimes.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Brincadeira só: não sabia que era crime! O jovem brasileiro que foi preso nos EUA acusado de dar um "trote" por e-mail, dizendo sobre a existência de uma bomba no avião em que estaria, foi preso e deportado. Entrevistado, disse que não sabia que isso era "proibido". Ora, também aqui é proibido passar trotes. A "lei das contravenções penais", em seu art. 41, estabelece que é contravenção penal "provocar alarma, anunciando desastre ou perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto. Pena - prisão simples, de 15 dias a 6 meses, ou multa". Ou seja, um pequeno delito. Acontece que lá nos EUA, a LEI É PARA VALER, E NÃO COMO AQUI EM QUE SE CONFUNDE LIBERDADE COM LIBERTINAGEM E FICA TUDO POR ISSO MESMO.
Impunidade. O célebre Cesare Becaria que escreveu o famoso Dos Delitos e das Penas, já dizia que o segredo da punição para aqueles que praticam crimes não é a quantidade da pena que será capaz de desestimular outros para que não os cometam, além de punir aqueles que os praticaram. O que importa, segundo ele, é que AQUELES QUE OS COMETEM SEJAM EFETIVA E PRONTAMENTE PUNIDOS, AINDA QUE SEJA UMA PENA DE ADVERTÊNCIA.
Lições para não esquecer. Quando morei nos EUA como estudante bolsista, fui ao centro de uma cidade importante do meio-oeste e fui logo atravessando uma rua bastante movimentada em diagonal. Recebi um estridente apito de advertência de um policial que lá estava, obrigando-me a retornar e fazer o trajeto em duas etapas: ou isso, ou uma pesada multa! Foi o suficiente para que nunca mais fizesse isso. Muitos anos mais tarde, também nos EUA, especificamente em New York, estava com meus filhos no 2º andar de um restaurante em Manhattan sobre uma importante avenida, onde há uma faixa de pedestres bem visível, mas sem sinalização de pare/siga. Um guarda de trânsito, gordo e bastante alto, apitava sempre que um motorista invadia a faixa dos pedestres. Os motoristas paravam imediatamente e o oficial de polícia demorava um bocado para ir até a janela do veículo e dar uma "bronca" ao motorista. NESSES CASOS, UMA SIMPLES ADVERTÊNCIA FOI O SUFICIENTE, NUM E NOUTRO CASO. SÓ QUE NO NOSSO PAÍS, TODO MUNDO FAZ O QUE BEM ENENDE E NADA ACONTECE.
Badernas e vandalismo. Querem exemplos: a) a polícia faz uma batida num local e prende e até, às vezes, troca tiros com marginais, que acabam colocando fogo em ônibus, cujos donos e passageiros nada têm a ver com isso; b) o trem ou metrô teve algum problema técnico, pobres das instalações disponibilizadas, que são destruídas: c) manifestações em princípio legítimas nas ruas do país, notadamente SP e RJ, acabam com depredações de bancos, melhoramentos públicos, lojas etc.; d) isto sem falar das pichações, que serão objeto de outros comentários em capítulos, em breve.
Um país sem lei. Na verdade leis é que não nos faltam. O que falta é sua devida aplicação, mas de forma pronta e eficaz, além de proporcional à ofensa do bem protegido.
Esperança nunca morre. Atitudes como do Supremo Tribunal Federal, no caso do "mensalão", e agora, no caso da corrupção na Petrobrás (operação "Lava Jato"), contudo, nos enche de esperança. AINDA HÁ JUÍZES NO BRASIL!
Mau exemplo. Nem tudo, porém, são "flores". Foi lamentável o mau exemplo do juiz de uma vara federal do RJ que determinara o arresto de bens do empresário Eike Baptista, ao se utilizar de parte deles.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
ECONOMIA EM QUEDA
ECONOMIA EM QUEDA - Lemos nos jornais que nossa economia está em declínio, sobretudo, no setor industrial, que teria experimentado - 0,2% de crescimento. O agronegócio, contudo, foi o setor que mais cresceu (0,4%). Um coisa que sempre me chamou a atenção é que os economistas --- coisa que não sou ---, apontam para a necessidade de inovação tecnológica para que nosso parque industrial possa ser competitivo e crescer. Acho que têm razão, acrescentando eu uma maior redução e custos do que produzimos, como os pesados impostos e outros. Contudo, penso que nossos maiores trunfos estão no chamado "setor primário" (minerais, grãos, frutas e seus extratos, petróleo etc.), já que, desde criança, ouço falar que o "Brasil será [é] o celeiro do mundo. Aliás, lendo a carta de Pero Vaz de Caminha, escrita em 1º-5-1500, encaminhada ao rei D. Manoel de Portugal, considerada como uma verdadeira "certidão de nascimento" do nosso país, destaco a parte mais conhecida, já quase no seu final: "Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal; nem lhe vimos. Contudo a terra em si é de muito bom ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d´agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem!". Ora, embora pense eu que certamente devamos olhar para novos processos tecnológicos e inovações desse tipo, temos de investir nas coisas que fazemos melhor que outros, pois que, convenhamos, há outros países que já desenvolveram produtos altamente sofisticados restando-nos, apenas, ou simplesmente importa-los, ou inovar com novas técnicas para torna-los ainda mais atraentes e competitivos. O que temos de melhor, todavia, são os produtos da terra, e devemos investir na introdução de novas tecnologias para torna-los ainda mais competitivos para o mundo, inclusive, no que diz respeito ao seu processamento. Isto é, ao invés de exportarmos grãos, exportarmos produtos seus derivados mais elaborados, assim como minérios.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
DE VOLTA
Após 2 anos de ausência, retornamos aos comentário. E não poderia reiniciar sem comunicar a publicação de 2 novas edições de livros de minha autoria, conforme fotos das respectivas capas.
Retornarei brevemente com comentários. Bem vindos ao blog.
sábado, 11 de agosto de 2012
OLIMPÍADAS 2
O que foi que eu disse? No futebol, do qual nos vangloriamos de sermos pentacampeões mudiais, uma singela medalha de prata em face dos raçudos mexicanos (parabéns a eles!), e eliminação no futebol feminino. No vôlei feminino, uma vitória, é certo, mas suadíssima frente aos EUA. Continuamos medíocres "olimpicamente".
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
OLIMPÍADAS
Mais uma Olimpíada, e mais um fiasco nacional. À exceção de algumas excelências individuais e alguma coletiva, nosso desempenho não está à altura de nosso potencial humano e econômico, com um quadro de medalhas medíocre. Por qu? Por uma razão muito simples: o descaso com a educação de base. Ou seja, enquanto que outros países têm uma educação INTEGRAL e INTREGADA, isto é, não apenas com currículo acadêmico sério em disciplinas culturais, mas também musical e esportiva --- mas para valer, e não para só constar que há! Minha experiência como bolsista os EUA há 46 anos atrás mostrou isso, muito embora o sistema educacional acadêmico lá não seja "essas coisas" (na época o nosso era até melhor nas escolas públicas, onde estudei desde o jardim de infância, até a universidade, inclusive). É isso aí. 2016 no Rio de Janeiro? Não creio que será muito diferente. A única vantagem é que seremos anfitriões. Só isso.
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